sexta-feira, 4 de setembro de 2026

 O PAÍS PAGA. O GOVERNO ARRECADA.

Os combustíveis disparam. O Governo observa. E arrecada.

Cada litro mais caro é mais um golpe nas famílias, nas empresas, nos transportes, na agricultura e, inevitavelmente, no preço de tudo aquilo que compramos.

Mas há uma vantagem: os cofres do Estado agradecem.

Espanha percebeu o óbvio e mexeu nos impostos. Portugal descobriu coisa melhor: deixar os preços subir e explicar aos portugueses que não há nada a fazer.

Baixar seriamente os impostos sobre os combustíveis? Nem pensar.

É preciso preservar o grande milagre das contas públicas.O método é simples: esvaziam-se os bolsos dos portugueses, enchem-se os cofres do Estado e depois apresenta-se o resultado como prova de competência governativa.

Entretanto, ministros e governantes continuam fechados na sua bolha, anunciando sucessos económicos e sociais que uma boa parte do país só conhece pela televisão, pelas mentiras que lhe são impingidas diáriamente.

Talvez este seja um dos piores governos da democracia portuguesa. Não apenas pela incompetência, mas por algo ainda mais insuportável: a arrogância de negar a realidade que os cidadãos vivem todos os dias.

Há um limite para tudo.

E quando um Governo fica surdo, o povo tem uma velha maneira de lhe devolver a audição:

A RUA!!!


Pacífica. Democrática. Gigantesca.

Porque talvez só quando o país parar de aceitar em silêncio percebam finalmente uma coisa muito simples:

Portugal não é uma folha de Excel.
E os portugueses não são uma bomba multibanco do Estado.



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