O PAÍS PAGA. O GOVERNO ARRECADA.
Os combustíveis disparam. O Governo
observa. E arrecada.
Cada litro mais caro é mais um golpe
nas famílias, nas empresas, nos transportes, na agricultura e, inevitavelmente,
no preço de tudo aquilo que compramos.
Mas há uma vantagem: os
cofres do Estado agradecem.
Espanha percebeu o óbvio e mexeu nos
impostos. Portugal descobriu coisa melhor: deixar os preços subir e explicar
aos portugueses que não há nada a fazer.
Baixar seriamente os impostos sobre
os combustíveis? Nem pensar.
É preciso preservar o grande milagre
das contas públicas.O método é simples: esvaziam-se os bolsos dos
portugueses, enchem-se os cofres do Estado e depois apresenta-se o resultado
como prova de competência governativa.
Entretanto, ministros e governantes
continuam fechados na sua bolha, anunciando sucessos económicos e sociais que
uma boa parte do país só conhece pela televisão, pelas mentiras que lhe são impingidas diáriamente.
Talvez este seja um dos piores
governos da democracia portuguesa. Não apenas pela incompetência, mas por algo
ainda mais insuportável: a arrogância de negar a realidade que os
cidadãos vivem todos os dias.
Há um limite para tudo.
E quando um Governo fica surdo, o
povo tem uma velha maneira de lhe devolver a audição:
A RUA!!!
Pacífica. Democrática. Gigantesca.
Porque talvez só quando o país parar
de aceitar em silêncio percebam finalmente uma coisa muito simples:
Portugal não é uma folha de Excel.
E os portugueses não são uma bomba multibanco do Estado.
Sem comentários:
Enviar um comentário