quinta-feira, 25 de outubro de 2012


Caro Francisco Louçã
Como é possível que a sua decisão hoje tornada pública me tenha levado a uma tristeza de quem se sente mais pobre??!!
Nunca tive a oportunidade de lhe expressar directamente o meu apreço. Também, nunca o manifestei nestas "redes", mas nunca o evitei junto de amigos com quem venho há muito, muitos anos debatendo e criticando este "estado crítico" a que nos fizeram chegar.
Nos meus já longos anos, nos poucos votos que introduzi nas urnas das mesas de voto, apenas um houve que por convicção e consciência o lá meti por si. Sem nenhum constrangimento, nem dúvida que jamais me arrependerei. Foi sim, com vontade, com a certeza que estava a fazer o melhor.
Nunca fui filiado em nenhum partido político, mas a minha opinião política, social e humana não a prescindo a nenhum título. Somos parecidos nesta última parte.
Sei bem a que dedicou grande parte da sua vida pública. Tenho a certeza que os motivos são aqueles que também eu próprio comungo.
Não me apetece nada despedir-me de si...
Não me agrada nada, que o País o perca do nosso dia a dia de luta pelo que é justo. Você, representa mais do que alguma vez lhe disseram ou imaginou. Falou, lutou, defendeu muito especialmente aqueles que não têm nem nunca tiveram possibilidade de se fazer ouvir.
É por isso que agora, em vez de me despedir, lhe agradeço e lhe peço que continue na sua luta, na nossa luta.
Convenhamos que perder agora pela segunda vez, é coisa que não nos agrada nada. Há tão pouco tempo que nos deixou o Miguel Portas que tanta falta nos fazia. E agora você !!!
Bem, encontramo-nos certamente em breve.
Um abraço de solidariedade e de obrigado.
Julgo bem que esta minha mensagem, será... seria igual a tantas outras que tantos milhares dos nossos concidadãos lhe enviariam hoje se pudessem. Infelizmente, esses, alguns, não têm voz e tanto que você lutou por isso...
Um abraço
António Ventura

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