quarta-feira, 2 de março de 2011

Encontro de José Sócrates com Angela Merkel

Hoje, não posso deixar de voltar a comentar esta fantástica reunião, benfazeja para o nosso futuro e felicidade colectiva.
José Sócrates não tem concorrente político á sua estatura política.
O nosso PM, jamais será ultrapassado por qualquer político que se perfile para ocupar a sua cadeira. Parabéns Exmo. PM !!!
De facto, a reunião de hoje em Berlim é manifestamente reveladora do que deixo dito atrás.
O primeiro ministro de Portugal, enquanto líder provisório deste pequeno e insignificante recanto de férias para  Europeus e não só, conseguiu ao fim e ao cabo, uma reunião de "líder" com a verdadeira Chefe da U.E. A seu pedido??? Dela ou dele??? Não sabemos ao certo, nem nunca com segurança saberemos.
Na hora a que escrevo esta humilde prosa, não existe ainda qualquer notícia quanto ao desfecho e conclusões de tão importante cimeira.
Mas, acreditemos que, como convém, da Chancelaria de Berlim, sairá muito provàvelmente, o que se espera - um "grande louvor" - à actuação governativa superiormente coordenada pelo Exmo. PM.
A não ser assim, estranho seria todo o empenhamento, toda a publicitação, todas as notícias e expectativas criadas sobre tão importante encontro.
Mas, haveremos de ter em conta que, o encontro entre a Chefe (largamente contestada no seu reino e em risco iminente de queda política) e o subalterno, não terá nada a ver com o estado crítico das nossas finanças públicas, com o estado decrépito da nossa agonizante economia, com o malfadado desígnio do infeliz povo Português, mas tão só e apenas com os interesses do "Eixo" em salvaguardarem o Euro, em garantirem a estabilidade de um território que parece unido, mas afinal, é mais unido por uns do que por outros.
A U.E. que respeitamos e a cujas exigências nos vergamos, com o respeito de "adolescente mal-comportado" apenas existe, enquanto o Sul quiser.
Não compramos TGV´s à Siemens, nem CDI`s à Mercedes, nem Submarinos a aqueloutros, por mero acaso.
Em tempos, não sei bem se ainda agora, os Bancos financiavam-nos ao seus balcões, tudo o que precisássemos para comprar lá mesmo, serviços de porcelana VA, relógios de colecção etc. etc.
A corriqueira história do taberneiro que recusou emprestar cem escudos a um amigo, pois não podia fazer concorrência ao Banco da esquina, por acordo entre ambos (em que o Banco não vendia copos de vinho e o  Taberneiro não fazia empréstimos), fará sempre algum sentido.
Hoje, é o princípio do resto da nossa vida colectiva, enquanto povo e Nação soberana e livre, A independência já era!!!.  E o princípio da extensão e superintendência do Novo Reich, que desta vez não usará câmaras nem deportações.
A partir de hoje, quer com os "louvores" a Sócrates e a Teixeira dos Santos (esquecendo os outros a quem sucederam) que no dizer de Silva Peneda, hoje aos microfones da Antena 1 "não se lembra de nenhum País que tenha em tão poucos anos, destruído tanta economia e tantos meios de produção como Portugal", terá início a queda política de Passos Coelho. Nada nem ninguém se oporá a Sócrates. Quer queiramos quer não, é provávelmente o mais vivo e astuto político luso, desde há muito tempo.
A arte de viver, em política, é muitas vezes fazer cadáveres. Sócrates, tem esse dom. Estão todos mortos... mas ainda mexem !!! E em Belém não há excepções...acreditem.
Deus tenha piedade de nós.

3 comentários:

swim disse...

Mais nada... eu não diria melhor!

Rui disse...

Um viajante chega a uma cidade e entra num pequeno hotel. Na recepção, entrega duas notas de 100,00 euros e pede para ver um quarto.
Enquanto o viajante inspecciona os quartos, o gerente do hotel sai correndo com as duas notas de 100,00 euros e vai à mercearia ao lado pagar uma dívida antiga, exactamente de 200 euros.
Surpreendido pelo pagamento inesperado da dívida, o merceeiro aproveita para pagar a um fornecedor uma dívida também de 200 euros que tinha há muito.
O fornecedor, por sua vez, pega também nas duas notas e corre à farmácia para liquidar uma dívida que aí tinha de... 200,00 euros.
O farmacêutico, com as duas notas na mão, corre disparado e vai a uma casa de alterne ali ao lado liquidar uma dívida com uma prostituta. Coincidente mente, a dívida era de 200 euros.
A prostituta agradecida, sai com o dinheiro em direcção ao hotel, lugar onde habitualmente levava os seus clientes e que ultimamente não havia pago pelas acomodações. Valor total da dívida: 200 euros. Ela avisa o gerente que está a pagar a conta e coloca as notas em cima do balcão.
Nesse preciso momento, o viajante retorna do quarto, diz não ser o que esperava, pega nas duas notas de volta, agradece e sai do hotel.
Ninguém ganhou ou gastou um cêntimo, porém agora toda a cidade vive sem dívidas, com o crédito restaurado, e começa a ver o futuro com confiança!

Rui disse...

E é assim que vai a economia deste nosso Portugal.