domingo, 6 de março de 2011

A ÉTICA NA POLÍTICA ou o Barão Karl-Theodor Freiherr zu Guttenberg

Na política, afirmava Churchill, a verdade é tão preciosa que requer uma escolta de mentiras.

Existe porém uma velha questão a que importa, dar relevo e conseguir resposta. Será ético mentir? 
Para responder a essa questão, teremos no entanto que separar o tempo, o lugar, a circunstância e sobretudo, a função que desempenha o agente da mentira - o mentiroso - quando a promove. A mentira, pode pois ser usada em duas circunstâncias - na vida pública e na vida privada. Aqui reside então a questão que aqui se pretende aclarar. Quando um qualquer de nós, nas relações sociais se dedica à promoção da mentira, facto que se tornou comum na sociedade moderna, lamentàvelmente, haverá que separar o efeito que tal, criará no alvo dessa mesma mentira.
Preocupado com tão pertinente questão, dediquei-me à leitura de parte da obra do Prof. José Pastore, insigne docente da Universidade Estadual de S.Paulo. E dali retirei, com salvaguarda e autorização de copyright, alguns trechos que valerá bem a pena 
comungar com os, aqui leitores.

"A mentira constitui fenómeno amplamente generalizado na sociedade moderna, mas pouco estudado em suas causas, tipos e consequências. Quando se justifica mentir? Que tipo de mentira é válida para o homem público? Quais as consequências da mentira para quem mente e para quem é enganado?
A interpretação da mentira depende portanto do "código de ética" seguido pelo mentiroso. Para o utilitarista, por exemplo, a mentira justifica-se quando, através dela, se produz maior felicidade. Esse é o caso do comentário que se faz ao moribundo ("você está bem...") ou do consolo do dentista ("não vai doer nada...") ou da formalidade dos adversários quando se encontram em público ("que prazer em vê-lo...") ou mesmo do final da carta desaforada ("com a minha mais alta estima e elevada consideração...").
No código do utilitarista, tais mentiras geram mais satisfação do que as verdades. Mas seria essa a maneira mais adequada para se analisar as "mentiras para o bem público" praticada pelos governantes?
A mentira dos governantes é também fenómeno generalizado. As sociedades, porém, variam enormemente quanto ao tipo e volume de mentira tolerados. A mentira dos governantes é por eles considerada sempre como muito trivial, embora raramente o seja. Analisada dentro de um outro "código de ética", o determinista, a mentira é avaliada de outra maneira. Básicamente ela envolve duas pessoas: o mentiroso e o enganado.
Nenhum dos dois deseja ser enganado.
Nesse ponto eles são iguais. Por isso, quando um deles decide mentir, na reaalidade, ele está tentando reservar para si o direito de exigir que o outro seja honesto. Como isso é impossível, depois das primeiras mentiras, as outras ficam muito mais fáceis, pois as barreiras psicológicas vão sendo relaxadas e as mentiras vão se afigurando como cada vez mais necessárias e menos repreensíveis. Isso acontece muito com as mentiras dos governantes. Daí em diante, as mentiras vão escalando num crescendo incontrolável no pressuposto de que todas elas são utilitárias e triviais, quando na realidade raras delas efectivamente o são. Confunde-se então o direito de omitir uma informação perigosa com o direito de mentir.
A tolerância das sociedades à mentira dos governantes varia. Observa-se que as sociedades mais avançadas preliminarmente debatem o assunto e depois estabelecem explicitamente, os limites e as condições para omissões, mas nunca para a mentira. Esse é o caso por exemplo, do anúncio de uma desvalorização da moeda, que causa grandes prejuízos (ou ganhos descabidos). Até esse ponto, admite-se omitir. Para não precisar mentir, o governante tenta evitar ao máximo ser indagado a esse respeito, pois a mentira nesse caso - apesar de utilitária - deterioraria a sua credibilidade. As sociedades modernas definem, rigorosamente os limites para os depoimentos falsos por reconhecerem que tal prática é a maior destruidora da credibilidade do governante e do próprio tecido social. Com base nessa preocupação tais nações tendem a condenar fortemente o uso da mentira e sempre preferir a alternativa honesta na área pública. As próprias leis e regulamentos são elaborados de modo a desestimular e sancionar o uso da mentira desnecessária." em A Folha de São Paulo, 20/05/1987 José Pastore.


A mentira na vida pública, a mentira do actor político, é pois condenável e não deve ter perdão.
Ao longo da penosa caminhada das Democracias ocidentais, temos sido confrontados com quedas estrondosas de personalidades políticas, por terem usado a mentira, a falta de ética na vida pública, que curiosa e estranhamente até, os atingiu por tudo o que fizeram, ou mentiram, até omitiram, muito antes de ocuparem os altos cargos públicos de onde foram apeados. Seria demasiado enfadonho enumerar aqui uma grande quantidade de factos desses, mas apenas alguns... "O caso Profumo" , Inglaterra em 1963, Watergate USA nos anos 70, Collor de Mello, Brasil em 1992. Esses factos porém, apenas tiveram o seu epílogo após longos e desastrosos conflitos parlamentares e até judiciais.
Muitas mais razões haveria para a invocação de impeachment, em muitos mais casos, alguns bem perto de nós.
Mas, o Barão Karl-Theodor Freiherr zu Guttenberg, talvez o futuro sucessor da Chanceler Merkel, com uma meteórica carreira política iniciada em 2002, passando pelo Ministério da Economia e Tecnologias e recentemente pelo da Defesa do seu país, não deveria ter mentido na sua tese de Doutoramento em Leis, utilizando como se provou, a velha técnica do copy - paste, tão comum em alguma da nossa juventude universitária, a qual em muitos casos chega mesmo a enviar por fax, os seus trabalhos académicos.
Assim sendo, como foi, o Barão Karl-Theodor zu Guttenberg, tendo mentido enquanto exercia funções públicas, interrompeu por agora a sua carreira. Parece que, no Reich de Merkel - zu Guttenberg, os súbditos não consentem mentiras!!! Será???


quarta-feira, 2 de março de 2011

Encontro de José Sócrates com Angela Merkel

Hoje, não posso deixar de voltar a comentar esta fantástica reunião, benfazeja para o nosso futuro e felicidade colectiva.
José Sócrates não tem concorrente político á sua estatura política.
O nosso PM, jamais será ultrapassado por qualquer político que se perfile para ocupar a sua cadeira. Parabéns Exmo. PM !!!
De facto, a reunião de hoje em Berlim é manifestamente reveladora do que deixo dito atrás.
O primeiro ministro de Portugal, enquanto líder provisório deste pequeno e insignificante recanto de férias para  Europeus e não só, conseguiu ao fim e ao cabo, uma reunião de "líder" com a verdadeira Chefe da U.E. A seu pedido??? Dela ou dele??? Não sabemos ao certo, nem nunca com segurança saberemos.
Na hora a que escrevo esta humilde prosa, não existe ainda qualquer notícia quanto ao desfecho e conclusões de tão importante cimeira.
Mas, acreditemos que, como convém, da Chancelaria de Berlim, sairá muito provàvelmente, o que se espera - um "grande louvor" - à actuação governativa superiormente coordenada pelo Exmo. PM.
A não ser assim, estranho seria todo o empenhamento, toda a publicitação, todas as notícias e expectativas criadas sobre tão importante encontro.
Mas, haveremos de ter em conta que, o encontro entre a Chefe (largamente contestada no seu reino e em risco iminente de queda política) e o subalterno, não terá nada a ver com o estado crítico das nossas finanças públicas, com o estado decrépito da nossa agonizante economia, com o malfadado desígnio do infeliz povo Português, mas tão só e apenas com os interesses do "Eixo" em salvaguardarem o Euro, em garantirem a estabilidade de um território que parece unido, mas afinal, é mais unido por uns do que por outros.
A U.E. que respeitamos e a cujas exigências nos vergamos, com o respeito de "adolescente mal-comportado" apenas existe, enquanto o Sul quiser.
Não compramos TGV´s à Siemens, nem CDI`s à Mercedes, nem Submarinos a aqueloutros, por mero acaso.
Em tempos, não sei bem se ainda agora, os Bancos financiavam-nos ao seus balcões, tudo o que precisássemos para comprar lá mesmo, serviços de porcelana VA, relógios de colecção etc. etc.
A corriqueira história do taberneiro que recusou emprestar cem escudos a um amigo, pois não podia fazer concorrência ao Banco da esquina, por acordo entre ambos (em que o Banco não vendia copos de vinho e o  Taberneiro não fazia empréstimos), fará sempre algum sentido.
Hoje, é o princípio do resto da nossa vida colectiva, enquanto povo e Nação soberana e livre, A independência já era!!!.  E o princípio da extensão e superintendência do Novo Reich, que desta vez não usará câmaras nem deportações.
A partir de hoje, quer com os "louvores" a Sócrates e a Teixeira dos Santos (esquecendo os outros a quem sucederam) que no dizer de Silva Peneda, hoje aos microfones da Antena 1 "não se lembra de nenhum País que tenha em tão poucos anos, destruído tanta economia e tantos meios de produção como Portugal", terá início a queda política de Passos Coelho. Nada nem ninguém se oporá a Sócrates. Quer queiramos quer não, é provávelmente o mais vivo e astuto político luso, desde há muito tempo.
A arte de viver, em política, é muitas vezes fazer cadáveres. Sócrates, tem esse dom. Estão todos mortos... mas ainda mexem !!! E em Belém não há excepções...acreditem.
Deus tenha piedade de nós.

sábado, 15 de janeiro de 2011

CONSELHO SÉRIO AOS JOVENS DO MEU PAÍS.

 SER JOVEM NOS TEMPOS DE HOJE EM PORTUGAL
Se és um jovem português
Atravessa a fronteira do teu País
E parte destemido
Na procura de um futuro com Futuro
Porque no teu País
A Educação é como uma licenciatura
Tirada sem mérito e sem trabalho
Arquitectada por amigos docentes
E abençoada numa manhã dominical
Porque no teu País
É mais importante a estatística dos números
Que a competência científica dos alunos
O que interessa é encher as universidades
Nem que seja de burros
Porque no teu País
A corrupção faz parte do jogo
Onde os jogadores e os árbitros
São carne do mesmo osso
E partilham o mesmo tempero
Porque no teu País
A justiça é ela própria uma injustiça
Porque serve quem é rico e influente
Com leis democraticamente pobres
Porque no teu País
As prisões não são para os ladrões ricos
Porque os ricos não são ladrões
Já que um desvio é diferente de um roubo
Porque no teu País
A Saúde é uma doença crónica
Onde, quem pouco tem
É sempre colocado na coluna da despesa
Porque no teu País
Se paga a quem nada faz
E se taxa a quem pouco aufere
Porque no teu País
A incompetência política
é definida como coragem patriótica
Porque no teu País
Um submarino é mais importante que tu
E o mar apenas serve para tomar banho
E pescar sardinhas
Porque no teu País
Um autarca condenado à prisão pela justiça
Pode continuar em funções em liberdade
Passeando e assobiando de mãos nos bolsos
Porque no teu País
Os manuais escolares são pagos
Enquanto a frota automóvel dos políticos
É topo de gama
Porque no teu País
Há reformas de duzentos euros
E acumulação de reformas de milhares deles
Porque no teu País
A universidade pública deixou cair a exigência
E as licenciaturas na privada
Tiram-se ao ritmo das chorudas mensalidades
Porque no teu País
Os governantes, na sua esmagadora maioria
Apenas possuem experiência partidária
Que os conduz pelas veredas do “sim ao chefe”
Porque no teu País
O que é falso, dito como verdade,
Sob Palavra de Honra !
São votos ganhos numa eleição
Porque no teu País
As falências são uma normalidade
O desemprego é galopante
A criminalidade assusta
O limiar da pobreza é gritante
E a venda de Porsches … aumenta
Porque no teu País
Há esquadras da polícia em tal estado
Que os agentes se servem da casa de banho
Dos cafés mais próximos
Porque no teu País
Se oferecem computadores nas escolas
Apenas para compor as estatísticas
Do saber “faz de conta” em banda larga
Porque no teu País
Se os teus pais não forem ricos
Por mais que faças e labutes
Pouco vales sem um cartão partidário
Porque no teu País
Os governantes não taxam os bancos
Porque, quando saírem do governo
Serão eles que os empregam
Porque no teu País
És apenas mais um número
Onde o Primeiro-Ministro se chama Alice
Que vive no País das Maravilhas
Mesmo ao lado do teu. 
Foge !
E não olhes para trás !

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

FUI ONTEM VISITAR O NOSSO DOENTE !!!

Fui ontem visitar o nosso doente.
Encontrei-o muito debilitado. A doença parece não lhe dar tréguas. Acho que se espera a vinda de fora, de “grandes especialistas”. Não sei se virão. O nosso mais querido doente, não parece muito crente nas melhoras que lhe trarão. Confidenciou-me com lucidez, os males de que padece e que o levarão talvez mesmo, à manutenção da chamada “doença prolongada”. Está tão desiludido que, perante tantos tratamentos a que foi sujeito, sem que sentisse melhoras, a incredulidade apossou-se dele.
A minha longa visita permitiu-me verificar que ao nível dos membros, muito tolhidos, quase atingiu a inacção, chegando mesmo a admitir-se que a paralisia está para durar, a menos que um tratamento de choque lhe seja administrado. O coração continua a bater por esperança, numa sôfrega ânsia de melhoras, invocando sempre a boa recordação da saúde e coragem que teve durante quase toda a vida. Na longa conversa, reveladora de um muito aceitável equilíbrio mental, falou-me no seu desejo em voltar a comer as boas alfaces da sua horta, o peixe dos seus pescadores, a sardinha, o atum, o bacalhau. O seu estado de saúde, não lhe tirou a sua habitual bonomia e esperança. Não sendo aconselhável para a sua doença actual, chegou a ponto de me falar na boa vitela do Barroso e de Arouca, da boa carne de porco alentejano, e mais uns quantos vícios de boca, a que terá de se desabituar. Disse-me que quando melhorar, gostaria de viajar num dos seus barcos de cruzeiro, talvez até à Madeira, que com a segunda intempérie neste ano, muito o preocupa.
O nosso mais querido doente, está lúcido. Mas sem motivação. Retiraram-lhe as notícias sérias e injectam-lhe diariamente várias doses de informação que sabe bem serem vis mentiras. Sente grande revolta, dispõe-se a reagir…mas não sabe como. A inércia também está no seu diagnóstico. Fiquei sem saber se por cobardia ou pela sua prostração já tão manifesta.
No pessoal que o assiste, (ou devia assistir) não acredita. Tais foram os maus tratos a que o submeteram desde há tempos, ainda mal tinha recuperado da longa crise anterior. O nosso “doente”, não vê sinais de melhoras para breve.
Estava quase terminada a minha longa visita, e eis que fomos ambos surpreendidos por uma voz, que ainda no corredor, de forma decidida e autoritária anunciou – ““O doente PORTUGAL, da cama 2010, levante-se !!! Vai mudar para a cama 2011 dos “Cuidados Intensivos”. Vai a pé, não temos macas, nem maqueiros, não custa nada !!!””
Saí sorrateiro e pensativo, lamentando o estado crítico em que encontrei o nosso Amigo.
Só um milagre…talvez!!!

António Ventura



5 Outubro 2010

quinta-feira, 17 de junho de 2010

CASADO COM QUEM?? DIVORCIADO DE QUEM?? VIÚVO DE QUEM??

Contou-me hoje um Amigo de muitos anos e que muito estimo, aliás como deve ser, o seguinte. Como é do lusitano conhecimento, a Assembleia da República, decretou nos termos da alínea (c) do artigo nº.161º da Constituição da República, as alterações ao chamado "regime de casamento". Assim, na "brilhante tirada legislativa" agora conhecida como Lei nº.9/2010 de 31 de Maio, é revogada a alínea (e) do artº1628º do Código Civil, que classificava como "Inexistência do Casamento - O casamento contraído por duas pessoas do mesmo sexo".
Mas, as referidas alterações, vêm dar nova redacção aos artºs. 1577º; 1591º e 1690º do mesmo e muito saudoso Código Civil Português.
Nada, mesmo nada temos a dizer quanto a isso!
A competência política e legislativa da Assembleia está assim, bem revelada e como habitualmente, bem exercida. Afinal são 230 os nossos representantes lá trabalhando no dia a dia.
Nada, mesmo nada temos a dizer quanto a isso!
Apenas não sabemos se,  o teste aos alunos da cadeira de Direito Constitucional, elencadas no enunciado do muito ilustre Prof.Dr Paulo Otero, na Faculdade de Direito de Lisboa, em que se viram confrontados com um caso prático para resolver, argumentando pela constitucionalidade e inconstitucionalidade do “casamento poligâmico entre seres humanos”, do casamento entre “um ser humano com um animal vertebrado doméstico” e um casamento entre “dois animais vertebrados domésticos da mesma espécie”, tem a razão polémica que tanta gente incomodou!? Afinal, tratava-se apenas de uma "mera hipótese", "um caso", a desenvolver pelos alunos, para apurar das suas talvez ingénuas capacidades constitucionais!!?? Para quê então, tanto barulho?
Mas nada, mesmo nada temos a dizer quanto a isso!
Quase mais nada!
Mais nada, não fora a questão colocada pelo meu tal amigo, cuja preocupação retrata a sua inteligência, dotada muito mais para legislar, talvez, em melhor matéria de tão fracturante questão.
Ora, à pergunta tradicional,  perante o Colectivo do Tribunal de Alguidares... "como se chama??", não haverá dúvida na resposta de qualquer cidadão - "João Sem Terra, Senhor Doutor Juiz" ; "onde mora ??" - "Rua de Belzebu, 14 neste Inferno Lusitano. Senhor Doutor Juiz"; "já esteve preso?" - "Já sim, Senhor Doutor Juiz e estou com Termo de Identidade e Residência, como todos os meus vizinhos lá da rua"; "Qual é o seu estado civil?"... e agora?
Esta é a questão que se nos coloca e que é necessário esclarecer por quem sabe fazer leis, regulamentos, decretos e Tratados.
Aos meus estimados leitores, deixar-vos-ei algumas respostas possíveis:

"Sou casado com uma mulher, a minha Maria, Senhor Doutor Juiz", ou
"Sou divorciado de uma mulher, a Maria, Senhor Doutor Juiz" ou ainda,
"Sou viúvo Senhor Doutor Juiz, da minha querida mulher, a Maria, que Deus a guarde ".

Mas á última pergunta... jurem sempre dizer a verdade!

Ao vosso superior e lusitano apreço!!!

quinta-feira, 10 de junho de 2010

FINALMENTE UMA VOZ !!! ANTÓNIO BARRETO e os ex-Combatentes da Guerra do Ultramar - DISCURSO DO 10 DE JUNHO DE 2010 EM FARO

Se ao menos a Nação nos prestasse apoio, nos manifestasse compreensão e nos acompanhasse com a solidariedade que se exige, nos nossos últimos anos de vida !!!! Mas não !!! Somos uns "engeitados" que para aqui andamos, a ver se morremos todos para se acabar a tão exigida justiça pátria, livrando a classe política dirigente de um compromisso que continuadamente se recusa a enfrentar.
Salvé Antonio Barreto pelas sãs, certeiras, claras e objectivas palavras que mais uma vez, corajosamente proferiu no 10 de Junho de 2010 em Faro, em defesa da solidariedade exigível que a Pátria deve, a todos aqueles que mais não fizeram que obedecer como deviam a um poder político que, pouco importa, estaria ou não certo.
Também os militares de hoje se limitam a cumprir ordens. Aqui os saudamos com amizade, mas de igual modo, só a história dirá, se os palcos de guerra onde são introduzidos pelo poder político e a justeza do propósito, está ou não certa??!! O que vale, é o nosso cumprimento da obrigação militar, que nos foi ditada pelos mais altos órgãos do Estado e do poder político vigente à época. Não compete, como nunca competiu, aos militares, discutirem ou porem em causa as ordens da Nação. Foi isso que se fez, durante 14 longos e penosos anos de guerra colonial. Não temos que discutir a justeza da guerra, ou melhor, a injusteza da guerra em cuja, falsa virtude nos "obrigaram" a acreditar. Os militares de hoje, bem sabem que, as ordens não se discutem. Mas... recordemos à Nação que não deve, sob nenhum pretexto, "enxotar-nos" ou esperar ansiosamente pelo nosso fim. A dívida, ainda hoje e felizmente tem credores. Somos ainda, mais de 300.000 cidadãos de honra e glória que amamos Portugal, o nosso glorioso hino e a nossa querida bandeira . Mas quando a Pátria, põe em causa a justiça, a solidariedade, a correcta governação, a honra nacional e o crédito de um Povo, acontecem normalmente e de forma mais ou menos cíclica, alguns "embaraços" ao poder político, a que vulgarmente se chamam - Movimentos, Reviralhos ou outros. - A Nação deve ter algum cuidado! Desculpe-nos a Pátria por não termos sido "desertores" !!! Hoje e sempre VIVA PORTUGAL !!!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

PROCURAM-SE

Cidadãos disponíveis para construir um País novinho em folha. Os Organizadores já estão em contacto com vários Países com vista à aquisição de 1.000 Kilómetros quadrados de território livre, que possua algumas ainda que pequenas potencialidades e recursos, tais como água, terras aráveis, etc. Pretende-se iniciar tudo de novo. O Grupo a constituir, passará a ter o nome de "Povo", os seus membros, chamar-se-ão de "Cidadãos". Haverá eleições livres, com vista a encontrar de entre eles, os "encarregados", seus verdadeiros "representantes" para dirigirem a Nova Nação. Adoptar-se-á o Hino Nacional de Alfredo Keil. A Bandeira Nacional será a das Quinas e na presença de um ou outra, os novos Cidadãos, perfilar-se-ão com respeito e dignidade.

Considerando que o novo País, se inicia, será necessário um grande esforço e solidariedade verdadeira entre todos. O valor de aquisição da porção de território, será pago através do esforço de todos, em que os que mais podem, mais pagam e os que menos podem, menos se lhes poderá exigir.
Os promotores deste projecto, não pretendem ser denominados de "Fundadores", mas apenas impulsionadores do que julgam ser necessário. Oportunamente, aqui será deixado o contacto.

LULA E UM APELIDO !!!

Confesso o meu desencanto com o Brasil que ontem foi às urnas. E, mais do que desencanto, preocupação. De um lado, Luiz Inácio Lula da Sil...