segunda-feira, 6 de setembro de 2021

UM PARTIDO PLURAL.

A LIBERDADE DE ESCOLHA E PENSAMENTO

DOIS HOMENS QUE APRECIO





O texto que se segue, não seria necessário se não tivesse sido forçado a vir aqui esclarecer em defesa da honra, todas as minhas preferências, militâncias e devaneios desportivos com que me identifico. Não diz respeito a ninguém e como é óbvio, sobretudo para quem me conhece, não espero por isto e por demais publicações que faço, receber benefícios ou graças públicas, ou prebendas autárquicas ou nacionais, ou ainda condecorações às quais, de facto nunca nada fiz para merecer. É apenas a resposta prévia, para bom entendedor, o qual a receberá diretamente com o respeito que sempre me merecem os que conheço bem e os que conheço, assim assim.

Que fique claro, sem interesse para ninguém, mas apenas por desabafo um pouco “chanfrado” que também mereço ter direito.

Não venho agora “sair do armário” porque nunca me lá escondi. O termo até me arrepia só de pensar. Não!

Tenho, porém, dois homens na minha vida recente que, nunca deixei de apreciar. Pela atitude, competência, sobriedade, dedicação à função e porque não, pela maneira franca, alegre e sorridente com que enfrentam os desafios que as funções de cada um deles, lhes são apresentadas.

O primeiro é o Míster Ruben Amorim que ao cabo de 19 anos sofridos, alcandorou com sapiência o meu Sporting a Campeão Nacional. A ele, devo muitos momentos de alegria, de gritos de satisfação pelas atuações da jovem equipa que conseguiu formar com a chamada “prata da casa”, especialmente.

No meu Sporting, milito há mais de 50 anos. Tantas vezes escondido à saída do Alvalade, após mais uma tremenda derrota. Tantas e não menos vezes, preferindo o sorriso e as respostas gabarolas aos meus amigos de Carnide, ou para ali perto.

O outro “homem da minha vida” chama-se António Luis Santos da Costa, mais conhecido por António Costa, por PM, por Secretário Geral e por tantos nomes feios e outros bonitos com que a malta o identifica, sem conhecer.

Mas para mim é o enorme António Costa, que aprecio como PM, como político e como pessoa no seu trato fácil, sorridente e sempre manifestando a grande inteligência, agudeza de espírito e sagacidade. Com esses predicados, tem governado Portugal. Com a determinação e clareza de propósito e sempre com o otimismo que até lhe criticam tantas vezes e com palavreado quase obsceno.

É verdade, nunca este meu preferido se manifestou em público a anunciar, tempestades, trovoadas ou a chegada do Diabo. Por isso o prefiro !

Mas, salvemos os curiosos agora. E em jeito de resposta a determinada personalidade, aqui vos deixo o fim do meu tabu.

Iniciei a minha militância no Partido Socialista em 1981, quando entendi que a social democracia com que me identifico estava na ala esquerda da política partidária. Já lá vão 40 anos.

Confesso-vos que já não era nada jovem e por isso, as Jotas passaram-me ao lado. E de nada me serviriam, pois que não queria emprego, nem prebendas, nem tacho, nem lugar, nem poleiro e muito menos acesso fácil ao tacho ou caldeirão.

Um amigo portalegrense que partiu recentemente, foi o impulsionador daquela minha decisão de adesão à ideia política do PS. Os nossos muitos almoços a que sempre me convidava em S.Bento e outros encontros, motivaram-me a apreciar os grandes desta área política a que me sinto agregado.

O conhecimento e belas conversas, também paródicas é certo, que tive a honra de partilhar com o saudoso fundador, quer no restaurante da Rocha Vau Mar, quer em outros encontros, de entre os quais, o agradável, na Quinta do Rosal na minha Portalegre do coração, em convívio de Empresários da Região, ficarão sempre na minha melhor memória.

Então, o tabu desfaz-se agora. Sim porque todos temos direito a ter um tabu, não é direito que só pertence aos ilustres, aos grandes e aos badalados.

Sou esquerdista político com muita satisfação e orgulho. A minha preferência, militância e voto frequente na área do Partido Socialista, deve-se muito ao meu reconhecimento deste ser, de facto, um partido plural. E é nessa convicção e certeza que prossigo inspirado politicamente nesta área e neste grande PS.

António Costa, um dos meus homens de eleição, é também parte da minha grande motivação e aposta.

Na pluralidade do partido político que apoio há 40 anos, na política seguida, tantas vezes estóica e determinada, permito-me discordar algumas vezes e essa liberdade a que me permito, foi aquele que ajudou e muito a estabelecer desde o 25 A.

Não posso portanto deixar de manifestar-me e colocar-me contra, sempre que me deparo com as audácias, o oportunismo ou as maleficências de tantos ou de alguns que, com a pretensa superioridade e/ou autoridade se permitem ofender o maior de todos os direitos e garantias que o meu PS tem na sua essência – a igualdade e a solidariedade.

E é perante esses e o malévolo comportamento, que me insurjo.

E então, aqui fica expresso que, não me calarei!!! Atenta a liberdade que defendi ao longo de toda a vida, seguro da pluralidade com que se identifica o Partido Socialista com que me identifico e apoio desde sempre.

Ficou então esclarecido!

sábado, 4 de setembro de 2021

 

Longa vida aos Edis. Vamos lá então VOTAR !!! (Versão 2021)



silly season tem este ano o prolongamento imprescindível. Não terminará com o regresso das férias, com o fim do faz de conta, o enfrentamento da realidade, a volta aos escritórios, às fábricas e aos Centros de Emprego para a nova inscrição. 
A silly season vai então prolongar-se até, pelo menos, ao 26 de Setembro. Não é que, a também chamada "hora do pepino", tenha então o seu epílogo. Não. A frivolidade e a tonteria manter-se-ão sempre que cada idiota se lembrar de bolsar coisa nenhuma - de jeito - para uma qualquer revisteca ou pasquim mal medrado. O ridículo não tem, nem jamais terá parança até que se elimine o último taralhoco.

Mas não é a esses que está destinado o próximo tempo político. Esses, fazem parte do nosso quotidiano. Está destinado aos outros.

A vinte e um dias de distância, talvez o maior e mais importante momento da democracia, irá ter lugar em vilas, aldeias e cidades do Continente e Ilhas.

Não sei se é possível pedir uma reflexão. Uma pequena análise e reflexão sobre os 4 anos passados, em cada lugar no qual fazemos a nossa casa ou a nossa vida.

O que mudou?                                                           

CARTA ABERTA AOS EDIS !!!

A vinte dias da definição do vosso/nosso futuro, eis que é tempo de cada um, de forma séria e envolvente, se manifestar concretamente sobre o propósito que o norteia.

Não, não somos tolos. 

E por isso, a menos que sejamos apanhados desprevenidos, haveremos de saber para onde vão e nos querem levar.

É o futuro que nos apoquenta. Aliás, há muito que vivemos apoquentados, externando os vivas e as vaias às atuações dos últimos tempos.

E, dir-se-á que foram mais os vivas do que as vaias. É possível que sim. Os encantamentos a isso levaram e ás pequeninas dádivas recebidas, os pobres, não mal agradecidos, disseram “viva”!

Mas não é disso que se trata agora. É agora o tempo de conhecer o propósito, de saber a motivação, de ver assegurada a garantia do progresso, do desenvolvimento, da seriedade, do comportamento digno e sério. Tempo de saber e garantir a igualdade, o trabalho coletivo em prol de nós todos e dos vindouros. Esses, com o futuro tão comprometido até hoje, como se sabe.

É agora o tempo da sobriedade, do fazer a sério, sem questiúnculas, sem vaidades, sem rateios, sem comprometedoras preferências de estilo, política, género ou conotação.

É o tempo de NISA! E dos outros.

Agora, é o verdadeiro, derradeiro momento para alguns, de ver e crer. De confiar, de ver garantidos os mais elementares direitos que a democracia nos trouxe. Igualdade, fraternidade, solidariedade.

Tudo em prol do nosso futuro coletivo, sem máguas nem máculas. Sem raivinhas e sem ódios. Com firme e denodado empenho em construir, em fazer e deixar fazer, para o crescimento e felicidade de todos.

Saibam todos que, sós nada conseguirão. Não foi sózinhos que conseguiste o estabelecimento do poder local, como terceiro nível da governação do País e que durante mais de 40 anos, transformou Portugal, como nunca até então. E por isso, a esse, no coletivo, damos os “Vivas”.

É pois esse, o louvor que merecem, os vivas recebidos a todos os mais de 37.000 autarcas dos nossos municípios que, durante já tantas décadas ajudaram ao desenvolvimento, ao respeito e dignidade das populações e dos sítios e Concelhos.

Mas o momento de agora, não contempla os “vivas”. Impõe, outrossim, o conhecimento e a certeza do que os move. Com que podemos contar (?). Qual a disponibilidade para terminar o período da eleição e a dedicação a um trabalho conjunto, coletivo (?), profícuo, sério. Se não há, compreensão do muito mais que nos une, do que o que nos separa, então será evidente que as promessas não se cumprirão.

É este o tempo da seriedade. O tempo das garantias, sem juras, mas também sem perjúrios.

O que nos for dito agora, o cumprimento ou as promessas incumpridas, servirá como prova para absolvição ou condenação pública no longínquo 2025.

E é assim, tal como antes. Cada mandato merecerá o seu julgamento.

Mas, confrontados com o futuro próximo, haveremos de refletir sobre os programas que anteriormente pedimos publicação e já tardam.

Recordando 2017, tão actual...

“Aqui para nós que ninguém nos ouve. Estou cansado!!! 

E na semana, recta final da campanha, das arruadas, dos comícios, dos out-doors, das rádios, tv´s, pasquins. Das esferográficas, dos saquinhos com as caretas, dos isqueiros, dos chouriços embalados com a dita do candidato... Das promessas, das juras, das poucas prestações de contas, das ameaças, dos eriçados encontros, das promissões de que agora é que é... Estou farto. 

E estou farto, das mentiras, do "fazer de nós parvos", dos perjurios, dos insultos, da má educação, da sobranceria, das audácias, atoardas sem recato ou qualquer decoro. 

Sim, estou farto, empanturrado de "coisa nenhuma", que valha, que interesse ao nosso coletivo, regional ou nacional. E por isso, protesto contra as constantes tentativas de promoção da asnidade, num desapuro constante que abomino.  

E, quando embalados no remanso deste Outono mal chegado, buscando a paz, o sossego, eis que mais uma caravana passa, apregoando os melhores, exibindo as bandeiras, identificando os prometimentos, vãos é certo, mas que fica bem para se alcançar a vitória. 

Com as ridículas conversetas e sorrisos de oportunidade, com a peixeira D.Maria, alvoraçada, com o sapateiro com profissão em fim de vida, com o lojista de rua amargurado com as grandes superfícies, com o desalojado do bairro decrépito, com o cigano xenofóbicamente ostracizado, com o reformado já mais confiante porque lhe devolveram o quinhão roubado, com o desempregado, agora mais esperançoso de que ainda poderá ser útil, com os velhos sem lar, nem rei nem roque, entregues à sua sorte na casinha degradada do bairro da cidade.  

Com a gritaria dos jotas, (almejando um lugar em fim de curso), com os hinos (alguns bem melódicos e já bem conhecidos), com a invasão das praças, ruas, travessas, mercados, de cidades, vilas ou aldeias, onde não voltarão tão depressa, a não ser em tristes momentos de calamidades, incêndios, terramotos ou derrocadas... E aí, também e sempre aproveitando as câmaras de qualquer "man" ou alguns microfones de um qualquer directo radiofónico.Estou farto! 

Interiormente sinto coisa parecida com raiva... mas não posso garantir que seja isso. Só com diagnóstico clínico apurado, concluirei. Mas que estou, é mesmo verdade. Farto! 

Em recato, reflicto muitas vezes e recordo os idos, já quarenta anos do poder autárquico. 

Faço-o com satisfação, regozijo-me por esta bela conquista de Abril, de que sou fanático desde sempre, mesmo antes, anos antes dessa feliz madrugada. Louvo o propósito original,  desenvolvimento do país, para o bem-estar das populações, na implementação e melhoramento das redes públicas de abastecimento de água, electricidade, saneamento básico, tratamento de lixo, arruamentos, parques e jardins, estradas e caminhos, habitação social, pavilhões poli-desportivos e dinâmica cultural. 

Hoje, Portugal é bem diferente. Às autarquias, ao poder local se deve muito do nosso desenvolvimento. É incontestável que às edilidades se deve, o denodado esforço de promoção, de desenvolvimento, de criação de riqueza, do comércio, de indústria, de turismo que outrora não tínhamos, pelas razões bem conhecidas. 

São as autarquias e os seus dirigentes, credores do sucesso do fim do abandono de tantas regiões, pequenas vilas e aldeias. A eles devemos a maior parte da modernização das infraestruturas locais, da inclusão de todos (ou quase todos) no mapa da Nação lusa. 

Mas estou farto, dos insultos, da má educação, da sobranceria, das audácias, atoardas sem recato ou qualquer decoro.

Sim, estou farto, empanturrado de "coisa nenhuma", que valha, que interesse ao nosso colectivo, regional ou nacional. E por isso, protesto contra as constantes tentativas de promoção da asnidade, num desapuro constante que abomino.” 

(in http://desventuralusitana.blogspot.com/2017/)


É no futuro que desenharemos o nosso progresso. É com o nosso empenhamento coletivo, inverteremos a infâmia do despovamento, com trabalho e união, transformaremos o nosso deserto Alentejano no oásis de felicidade, para todos os que nos visitam, mas sobretudo para os que connosco nele usufruímos.

E deixaremos de ser “gente subsidiada, vestida de negro e sentada na sombra das casas, à espera que venham ver a paisagem” (MSTavares Expresso 3/09/2021)

AV/ 04/09/2021




















segunda-feira, 12 de julho de 2021


ARTUR FERREIRA

Tu sabes Artur. 

Tu sabes que nos idos anos, durante tanto tempo vivemos junto, as alegrias e as angústias daqueles tempos que muito, mas mesmo muito, nos aproximaram e criaram entre nós aquela amizade, que embora poucos conheçam, tu levarás memória para essa tua ultima viagem que, e mais uma vez, marcaste sem dares notícia.
 

Tu sabes Artur. 

Tu sabes que nos idos anos, as alegrias e as angústias daqueles tempos que muito, mas mesmo muito, nos aproximaram e criaram entre nós aquela amizade, que alguns poucos conheçam, tu levarás memória para essa tua ultima viagem que, e mais uma vez, marcaste sem dares notícia.

Até aqui viajámos juntos. 

Tu, no frenesim habitual que tanto te caracterizava, no arrojo, capacidade, profissionalismo, na amizade e na vida "pelo mundo em pedaços repartida"e eu, na luta habitual a fazer coisas e esperando, como espero e agora, te vir a reencontrar um dia.

Tu sabes Artur quanto te admirava e de que tamanho é a minha amizade. Tamanho igual terá a saudade que me deixas agora.

Tu sabes Artur, em quanta tristeza nos deixas.

No meu "cinco centésimo aniversário" - tão longe ainda - irei mais uma de muitas vezes recordar, sorrir e recontar a todos os que por lá encontrar, as estórias comuns daqueles anos.

A nossa viagem de táxi na Av 30 Juillet em Kinshasa, a tentarmos ver o Mobutu que passava com a escolta, quando da tua primeira entrevista ao Holden Roberto; a Liverpool e aquele fato de bombazina verde alface que me induziste a comprar no "tailor" daquela rua lá do alto, que dizias ser parecido com o elegante, castanho, que usavas nas recepções e que eu tanto invejava. Os banhos noturnos da piscina do Holiday Inn, mesmo em frente da recepção, naquela noite fria da nossa chegada. A nossa saída do Hotel em Londres e o câmbio dos escudos de Angola...
A viagem de comboio para o Norte de Inglaterra em que foste o animador simpático e alegre junto dos(as) estudantes. Uma risada... só tu mesmo.
No Rio, com a recepção amiga que a tua Virgínia me fez à chegada à tua casa.
Na nossa visita ao meu irmão João a Mulhouse (que irás agora reencontrar) , com a passagem por Zurich e as garrafas de cachaça deixadas no "guarda-bagagens" do aeroporto. A  tua fuga para Luanda, em que me "abandonaste" a pedido do João que te convenceu para me deixares ficar com ele, para matar saudades, ao cabo de tantas semanas de "globetrotters" que éramos, enfim, tantos e tantos momentos que, recordá-los não logro suster a lágrima que me cai por esta tua partida.

Não tinhas nada que partir agora Artur !!!
 
Tu sabes Artur, foste grande. Foste grande como só os grandes deste mundo sabem ser. Grande na amizade com que mantiveste milhares de amigos que te choram hoje, e muito. Grande no homem de bem, trabalhador incansável, profissional e competente.

É  pouco o que a minha prosa de hoje te pode dizer.
Quisera poder dizer-te mais ainda, pessoalmente, quanto foi e será eternamente a minha admiração, carinho e amizade por ti.

Deixo os milhões de letras para outros que, de certeza, irão escrever sobre ti. As minhas que aqui deixo, são simples mas verdadeiras do sentimento e amizade que irá perdurar na minha memória para sempre e muitas, muitas saudades de ti.

"Amigo é pra se guardar do lado esquerdo do peito. ❤️"

Em breve nos reencontraremos.

Tu sabes Artur...

AV





 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

  OS EMPATAS...🐖🐖🐖🐖🐖

Tenho por este tão grande grupo de trogloditas o maior desapreço.

Os empatas são únicos e ao invés de uma redução da espécie, procriam desalmadamente enquanto nos seus tempos livres se dedicam clamorosamente à diabólica porneia com que nos levam ao desespero.

Quem não se lembra dos seus tempos de colégio em que havia sempre um Empata a estragar a festa do nosso primeiro namoro (?), espreitando atrás de uma árvore, de um pilar do recreio da escola ou, em uma qualquer esquina, tornando indiscreto o primeiro beijo ou abraço, numa onzenice absurda e absoluto desconchavo.

Quem não se lembra do primeiro contacto com uma qualquer Secretaria em que, carregados com um ror de papéis, requerimentos, cédulas e atestados se havia como resposta - ainda falta a declaração...

Os Empatas são parentes não muito afastados dos antigos Mangas de Alpaca, nome por que eram conhecidos, dado o uso permanente de umas mangas de tecido preto, lustroso que impedia danificar o casaco "de sair". E era assim que estes parentes afastados dos Empatas, exerciam a sua actividade nos escritórios, repartições, organismos vários do Estado Corporativo. Eram igualmente conhecidos por Lambe Botas, dada a sua caracteristica, hoje Yes Man para ser mais fino, mais chic, mas que no fim vem tudo a dar ao mesmo.


Mas voltemos aos Empatas que me parecem mais geniais, engenhosos e atrevidos.

Se há alguma coisa que atrapalhe um diligente Empata, é o requerimento do Livro de Reclamações para se fazer uso, para reportar o seu reles atendimento ou tantas vezes, o desprezo e escornado tratamento de cada um de nós.

Aí se amofinam e não poucas vezes, parece, entrarem um pouco no trilho. Mas por pouco tempo.

Hoje, os Empatas tornaram-se nos donos da economia. Com eles, o País anda para a frente - mas devagar, devagarzinho...- desenvolve-se, consumindo papel, gastando combustíveis e estragando a paciência dos mais frágeis.

Abordaremos à frente a transição digital que, por acaso não é questão de somenos importância neste desenvolvimento galáctico, supersónico e fulgurante do nosso desenvolvimento, económico, social, ambiental e humano.

Fiquemo-nos entretanto pelo Simplex, esse conjunto enorme da simplicidade, da facilidade e facilitação, do avanço em vez do recuo, do fazer e não desfazer, do fim dos quesitos, das vírgulas, dos requerimentos, das minudências de tudo e o demais de que nos lembramos.

E assim chegados, recordemos então, notícias frescas de programas com mofo.

Os desafios renovam-se, o Simplex também (para 2020/2025)

Esta edição do programa SIMPLEX assume uma visão clara das transformações necessárias para que a Administração Pública esteja sempre à altura de quaisquer desafios, servindo a sociedade, impulsionando a economia, projetando a imagem de um país moderno e inovador.

Integra um conjunto de medidas que melhoram os ambientes de negócios e facilitam o acesso aos serviços públicos por todas as pessoas, tirando partido da tecnologia digital, mas contextualizando-a na resposta às distintas realidades sócio-económicas e territoriais do nosso país.

Para garantir melhor serviço público, o programa contempla ainda medidas que reforçam a capacidade interna da Administração Pública, através da participação, da colaboração entre organizações e setores e do desenvolvimento de novas competências nas pessoas que têm a responsabilidade de criar respostas simples para problemas complexos.

Sabemos bem que, qualquer investidor estrangeiro, na sua primeira abordagem ao eventual investimento em Portugal, procura informação sobre três temas.

O primeiro, é relativo aos tempos da justiça, o que, como se sabe é coisa tenebrosa, sendo que o segundo pondera sobre a burocracia (dos tais, dos Empatas) e o terceiro, a questão fiscal e os benefícios obtíveis ou presumivelmente conquistáveis como prémio do investimento estrangeiro. A questão salarial, não sendo questão de somenos, já vem conhecida antecipadamente.

Uma das grandes bandeiras da governação nacional e igualmente da Presidência Portuguesa da UE neste primeiro semestre de 2021, é a Transição Digital.

E sendo essa tão necessária com vista ao melhor funcionamento da UE, confrontamo-nos porém com a inércia e desvontade dos chamados "operadores" que, para além das guerras para a conquista do 5G, pouco fazem no vasto território do interior em particular, não obstante os custos dos serviços de internet e telecomunicações que são cobrados.

Longe vai o tempo dos "roamings", do esbulho continuado que recentemente foi quase abolido, sobretudo na UE.

Mas o tema que importa agora é o comportamento, a existência e a talvez "diversão" dos Empatas.

Todos nós nos confrontamos com eles, em qualquer circunstância. 

A par da corrupção, da "gasosa Angolana" ou de "um cafezinho", no Brasil, "feijão para as crianças", em Kinshasa (Congo), "uma taça de vinho", em Paris (França), os Empatas andam por todo lado, atrás de um balcão, num atendimento telefónico, pessoal em uma qualquer repartição pública, organismo, junta de freguesia, câmara municipal, associação, fundação ou, como proliferam por todo lado, nas "instituições".

Em Portugal "dos pequeninos", qualquer negociata de comércio bancário, seguradoras de difícil cumprimento de obrigações, agência de não sei mais quê, é uma "Instituição".

Mas os Empatas também conhecidos por "Blockers", lá vão tratando da sua vidinha, emproaditos, senhores do seu nariz, fatiota com lustro nas golas dos casacos, calcita apertada e curta, como manda a "new fashion" tudo complicando, dificultando, infernizando a vida e a saúde, mas tudo, mesmo tudo,



"A bem da Nação"








segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

O PORTUGAL DE FINGIR OU O PAÍS ESQUECIDO




Fica-se com a ideia de que a classe política, ainda não entendeu que a criação de Regiões Administrativas dotadas  de capacidade de decisões políticas próprias, em nada contribuiria para o sucesso e desenvolvimento tão necessário dos territórios esquecidos, abandonados desde sempre pelas elites políticas da capital.
Na loucura e frenesim que, de tempos em tempos aflora às mentes dos decisores políticos, só poderemos encontrar sem ambiguidade nenhuma, a vontade de duplicar, senão mais ainda, a "classe política" que, desempregada, procura poisos, agora numa salganhada a que chamam "regionalização".
Portugal é uno, não possui nenhum sentido nem vontade de dividir alentejanos de algarvios, de durienses a tripeiros, de alfacinhas a beirões.
Somos só um, a mesma língua e o mesmo território. Um povo, o português e a nação lusa e indivisível, continental e insular.
Neste último caso, a insularidade já permitiu há anos, umas quantas aleivosias de pretensas auto determinações e mesmo independências - falo da esquecida tentativa madeirense de desvio do todo, sem sentido e com parco apoio popular.
E é esse inexistente apoio popular que, hoje como ontem - no referendo de 1998 - a classe política pretende fazer esquecer e tentar mais uma vez a criação de postos de trabalho para os desempregados de S. Bento muito especialmente.
Não se contentam com as CCDR´s que, com funções cometidas de coordenação, pouco coordenam, talvez por não poderem, dada a sempre constante dependência política e financeira do Estado Central.
E é este que, por Central, jamais permitirá a badalada intenção da descentralização. ou ase o permitir, as condicionará financeiramente ou as controlará pela míngua.
Regionalizar será portanto o fito, urgente, necessário. Em nome do desenvolvimento, do progresso e da inversão do despovoamento do interior, da desertificação social, económica e cultural. Uma fraude.
A classe política que há quarenta anos fez carreira e profissão, do que devia ser um serviço ao País e portanto uma honra em o servir, transformou a sua passagem pelo serviço público, numa profissão que deverá durar para sempre e que muitas vezes, aparentando sentimento monárquico, também é hereditária.
E é essa "classe" que deseja tão ardentemente a criação de um vasto leque de oportunidades de exercício "profissional" nas regiões administrativas que mais uma vez, como parece - sem ouvir o povo - se pretende implementar.
Será então Portugal o primeiro Estado a fragmentar a sua unicidade sem qualquer consulta popular.
A "regionalização" não trará nada de fantástico ou extraordinariamente útil para o progresso das regiões mais depauperadas económica e socialmente.
Por outro lado, que divisão ou divisões seriam feitas que pudessem servir a gosto, todos os seus entusiastas? A região Alentejo, por exemplo, com o baixo e o alto, com o litoral e o interior? E as Beiras em idêntica situação? 
Como seriam distribuídos os lugares em tais governos das regiôes? 
Se a AR com 230 deputados, já tem eleitos demais - em comparação com outros países dos 28 da UE - a RA da Madeira e a RA dos Açores, cuja autonomia apenas é justificada pela insularidade, com a criação das regiões (quantas ainda não se sabe) criar-se-iam os parlamentos regionais, os secretários para as diversas pastas etc etc, a acrescer a uma quantidade de dirigentes autárquicos nos 308 Concelhos e 3091 Freguesias, com as Assembleias Municipais, de Freguesias, Vereações com e sem pelouro...
Por tudo isto, é pois, a regionalização desejada ou a criação das regiôes administrativas, uma só aspiração da classe política que, necessita de mais oferta no tão difícil "mercado de trabalho" onde se introduziram em busca do bem próprio e nunca pela honra de servir o País. 

AV/9Dez19





quarta-feira, 17 de julho de 2019


Hoje é, seria um dia muito especial. Farias muitas décadas de vida e por isso, tão distantes que agora estamos te mando o meu abraço, amigo, de irmão que sempre amei.
Farias hoje muitas décadas de vida e, como sempre fizeste à tua maneira, também no final, decidiste abandonar-nos a todos que te queríamos bem.
Hoje, repeti o que faço há mais de 3 meses – recordo-te com tanta saudade, tanta paixão e amor fraterno. Todos os dias e sempre buscando um ou outro amigo, dos nossos, daqueles que connosco viveste tantos momentos e tantas alegrias. Procuro-os e nunca desperdiçamos a oportunidade da recordação de ti.
Tantos e belos momentos que vivemos. Que graça tinhas na tua quase permanente bonomia e graça constante. Recordamos as histórias mais incríveis, das noites e dos dias, falamos sobre ti.
E ás vezes, fruto das agruras da vida, lá tinhas um ou outro momento de tristeza, de desassossego de inquietação. Mas logo, logo regressava a graça, a coragem, a pertinácia e coragem com que sempre viveste.
Hoje é dia de boas lembranças de ti. É dia de falar com uns e outros, sobre ti, de ti e de ti todo. Mas a alegria não abunda saudoso mano. Diga-se que é uma falsa alegria, pois partiste e eu não te queria ausente.
Fico, sem tolerar a tua ausência, pensando no carrinho de madeira de rodas mais quadradas que redondas que tu próprio me fizeste… e lá me empurravas calçada abaixo, tantas vezes aos trambolhões. Teria eu talvez 3 anos e tu perto dos dez. Que saudade.
Que saudade tenho de ti !!!
Sabes, felicidade é crescer brigando com um irmão e tê-lo pelo resto da vida como melhor amigo.
Sabes, jamais esquecerei a nossa infância e tudo que passámos e todos os momentos que estiveste ao meu lado, dos sorrisos, das lágrimas, da dor e da felicidade.
E choro, choro muito de saudade. Em segredo e silêncio.
Um dia vou ter contigo e choraremos os dois, juntos.
(Toninho 17 Julho 2019)

sábado, 16 de junho de 2018

CRÓNICA PARA UM IMBECIL - "Morra o Dantas... pim"

Raras vezes me ocupo de pronunciamentos soltos da área do "futebolês".
Justifico esta atitude, por falta permanente de vontade em rivalizar com algumas centenas de "distintos professores", especialistas na matéria geral do que trata o futebol. Também porque, não sendo especialista nem pretendendo conhecer mais, do que sabe um simples adepto do desporto-rei, não me poderei permitir o arrojo da competição discursiva com os "especialistas" do mesmo.

Sou sim, sou Sportinguista de fé. Vibro, sofro com as derrotas e regozijo-me, festejo, exalto os feitos e as vitórias do meu clube de muitas décadas - nem digo quantas, mas asseguro-vos que são mesmo já muitas...

Quando glorifico o meu Sporting Clube de Portugal, manifesto-me sempre com honradez, não desprestigio os adversários, não os machuco com palavras ou actos. Respeito todos e tantas e tantas vezes, enalteço os feitos e virtudes dos adversários do meu SCP. Há porém algumas vezes que, a "discussão retórica" ou alguma acalorada converseta sem mal, me leva a pequenas picardias com os meus amigos, adversários do meu Sporting. E no fim, rimos muito e a vida continua.

É assim. Vivo contente com isso. Reconheço as falhas, as fraquezas desportivas do grande Sporting, mas tal não me leva aos extremos de as justificar com faltas dos outros. Tanta vez me vêem, os que comigo convivem, magnificar os adversários do meu Clube de sempre. Tantas vezes, vibrando com competições internacionais em que, por incapacidade o meu Clube não está presente, mas tal não me impede de torcer pelos outros, por aqueles que, cá dentro são os nossos adversários. Sempre, gritando por Portugal.

Vamos então ao que interessa e tinha, tem como objectivo primeiro - a "Crónica para um imbecil".

Por mais de três meses que vimos sofrendo o vexame, a desonra de, como dizia o general romano no regresso a Roma e na narrativa a César - "não nos governamos, nem nos deixamos governar".

A infelicidade de havermos crido que, um salvador, qual messias de olhar de sonhos, tinha chegado para nos salvar do longo jejum de vitórias e glórias, eis que somos desde há tempos, machucados, humilhados e provocados pelas atitudes absurdas, incongruências e despropósitos de um "cavalheiro" que se acomodou na poltrona mais alta dos sportinguistas.

As tantas asneiradas proferidas ao longo de já longos anos, algumas vezes deixaram no nosso léxico um gosto tão amargo de incredulidade, noutras o sentimento de desonra, de opróbrio de gente humilhada por tão sinistra personagem, supostamente representante dos sportinguistas. E o autor continuado do labéu, chama-se Bruno de Carvalho.

É pois esta pequena crónica, verde de sportinguismo, de expectação e verde de crença no futuro, que pretende manifestar o maior repúdio pela vergonha a que nos tem conduzido a vil criatura a que me refiro.

É com a maior tristeza e vergonha que, nós os sportinguistas (não sportingados), nos temos submetido à provação, ao gozo e à chacota dos nossos adversários. É com o maior desagrado e incapacidade de lutar contra o "pequeno líder gordo", mal educado, pretensioso, mentiroso e trampolineiro que ora nos promete mais lorotas.

Hoje, no final da exibição do nosso Clube - A Selecção Nacional  no jogo contra a Espanha - numa entrevista de rua a um adepto, o mesmo referia com a zombaria que só alguns usam e ainda bem que são poucos - " vim ver os novos jogadores do Benfica a actuar" .

Que honra deitada ao lixo pelo impostor que nos mente em contínuo. Que vergonha não tem este imbecil que, nos tem levado o nosso querido Sporting à exaustão, exaurindo todos os valores, derretendo todas glórias dos mais de cem anos de existência do Sporting Clube de Portugal.

Que personagem ridícula que mobiliza centenas de horas da comunicação social, com as bestialidades, esquizofrenias, alucinações de um ser portador de delirante incongruência mental permanente.

"Basta pum basta!!!
Uma geração com um Dantas a cavalo é um burro impotente!
Uma geração com um Dantas ao leme é uma canoa em seco!
O Dantas é um cigano!
O Dantas é meio cigano!
O Dantas é um habilidoso!
Morra o Dantas, morra! Pim!
E o Dantas teve claque! E o Dantas teve palmas! E o Dantas agradeceu!
O Dantas é um ciganão!
Não é preciso ir pró Rossio pra se ser pantomineiro, basta ser-se pantomineiro!
Morra o Dantas, morra! Pim!
Se o Dantas é português eu quero ser espanhol!
O Dantas é a meta da decadência mental!
E ainda há quem não core quando diz admirar o Dantas!
E ainda há quem lhe estenda a mão!
Basta pum basta!!!"

(Leia-se Bruno que não, o pobre Dantas de Almada Negreiros)

António Ventura/15-Jun-18





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