COMEÇO A TER MUITA VERGONHA DE VIVER AQUI.
sexta-feira, 12 de julho de 2024
quinta-feira, 13 de junho de 2024
AEROGRAMA
XIII-VI-2024
Apareceu mais uma vez à hora
marcada.
Senti-o na rampa descendente
da vida, o que me preocupou, pois que tenho e mantenho sempre aquele sentimento
da imortalidade. Como se fosse possível.
E não só dos outros mas também
de mim próprio.
Chegou de manhã e após um
breve momento e o finalizar de uma chamada telefónica de que lhe pedi desculpa,
entrámos e sentou-se na cadeira do costume.
Foi rápido o começo de mais
uma de muitas conversas, muitas sem sentido nem objectivo concreto, mas
começámos e tomei-lhe a dianteira, pois não o fazendo com alguma determinação,
seria difícil ou mesmo impossível dizer-lhe tudo o que a última noite de insónia
me reservou para ele.
Nunca leu um livro, nem um
jornal ou um artigo ou crónica jornalística que pudesse haver-lhe mudado o tom
e o jeito, o défice de experiência com que levou a vida nas suas oitenta décadas
e mais uns significativos pós de mais 5 anos.
E não o tendo feito, imaginarão
o difícil que foi manter uma conversa amiga que perdura há 45 anos sem as
constantes e sintomáticas gritarias – umas mais sérias que outras e algumas até
paródicas que não é agora o tempo de as recordar.
Mas recordei-lhe os erros da
vida que, ainda hoje lhe custam caro e a frequência cm que se dedica a
repeti-los. Ainda hoje.
Não, não estava à espera da
minha franqueza, destemor e firmeza na chamada de atenção e no alerta para o
final do tempo de cada um, da finitude, dos melhores ou piores momentos que
antes da irremediável partida haveremos de enfrentar. Mas agradeceu e deixou
cair uma lágrima, sincera no momento do abraço de despedida.
Recordo que nos últimos 45
anos fez da vida uma roleta russa. Esta, a segunda aposta e será muito possivelmente
a última bala que o revólver irá decidir se calha na frente do percutor.
Espero verdadeiramente que
não.
Terminei com o abraço muito
forte, um abraço daqueles que tão bem identifica e separa a amizade fraterna,
entre homens sim e os amores perdidos ou mantidos, supostamente com que ainda
se entrelaça.
Despedimo-nos assim, até um
próximo e breve desaforo, confissão e ajuda que só a amizade consente.
E recordei-me então das “cantigas de amor”, das “de amigo” e nem sequer das de “escárnio e mal dizer”, pois não é isso que se trata.
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes
novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?
AV/
sábado, 9 de março de 2024
(Parte 1)
O conhecido “golpe de Estado
palaciano” é o tipo de golpe em que a tomada do poder se projecta e algumas
vezes, directamente se promove dentro do palácio presidencial.
Este tipo de golpe é frequentemente
caracterizado através de acções políticas manobradas nos círculos políticos,
quase sempre com a envolvência de membros das elites políticas, militares,
judiciárias ou nas mais diversas estruturas da burocracia ou administração do
Estado.
Os “golpes” incluem nomeadamente,
conspirações internas no seio da classe política e da sociedade e, algumas
vezes, nas altas esferas e patentes militares.
Em qualquer dos casos, o uso
de estratégias políticas, alianças ou acordos temporários, visam minar o apoio
ao Governo em funções. Casos há em que, mesmo Governos com maiorias parlamentares,
portanto com garantias de estabilidade governativa, são corroídos e invadidos
ocultamente pelo poder do controle dos media que, pela facilidade[AV1] de
acesso e influência do pensamento colectivo e à sua manipulação, conseguem
controlar a narrativa e evitar a resistência e a oposição popular.
No final do golpe, ainda que
aparentemente se hajam cumprido as normas democráticas, o novo Governo ou a
nova liderança política, assume o controle do país, tomando o poder – no palácio
presidencial – que pode ser titulado por uma figura ou por uma coligação
política.
O golpe consumado, tem então o
sucesso que se pretendeu e desenhou no seio do “palácio”, patrocinado pela mais
alta figura do Estado que lhe confere a credibilidade democrática.
Mas os “golpes de estado
palacianos” podem ocorrer em diferentes contextos políticos e levados a cabo
por diversas e variadas razões, mas na maior parte dos casos, por ambição
política inconseguida de forma legítima
e pelo voto dos eleitores em sufrágio universal.
Por ser “palaciano” ficamos
então com a certeza que o mesmo é gizado e levado a cabo pelo inquilino do
palácio, com os apoios mais diversos, sempre e constantemente com a lavagem
cerebral dos cidadãos através dos órgãos de comunicação. Com o objectivo inconsequente
de colocar no poder o movimento ou personagem político da sua preferência. E
tudo, “democraticamente”.
São nefastos e condenáveis os “golpes
de estado palacianos”, pois que, a democracia é o sistema político em que o
poder é exercido pelo povo, comumente através das eleições livres e justas. Tal
acontece quando certos personagens, procuram tomar o controle do governo, para
implementar as políticas que não foram nem serão sufragadas, à revelia do
sistema democrático instituído.
Mas tudo parece, muito
legítimo, não o sendo de facto.
O populismo autoritário de
certos líderes que podem utilizar estratégias populistas para minar
gradualmente a democracia, minam simultaneamente a confiança nas instituições e
a classe política na generalidade, deslegitimando tudo o que se lhes apresentar
como oposição política. Manobram com agilidade e muito engenho a mente e
desagrado dos cidadãos, oferecendo-lhes tudo o que sabem desejar. Oferecem-lhes
o céu e a terra, a fortuna e o welfare definitivo, o fim da corrupção
(aquela em que eles próprios serão experts) e a satisfação plena e imediata
de todos os seus desejos mais elementares. Acusando a democracia – a mesma que
lhes permite a existência e os suporta – de todos os males do mundo.
Em vez de um golpe abrupto e
até mesmo, possivelmente violento, muitas vezes envolvem uma erosão gradual das
instituições democráticas, através de massivos comentários de “jornalistas"
pouco éticos e de favores seguramente recebidos.
O “GOLPE” pode ainda ser promovido
com o conluio entre alguns elementos da classe política, em profunda e inegociável
ambição do exercício do poder e, os órgãos judiciais que são utilizados como
ferramentas para perseguir adversários políticos. ainda que os mesmos hajam
obtido o poder democráticamente.
Normalmente neste tipo de “golpe”,
o judiciário envolve-se na produção de acusações, processos judiciais ou
condenações, apenas com motivações políticas em vez de legais.
António V. 9 Março 2024
(O “O GOLPE” parte 2, proximamente)
terça-feira, 2 de janeiro de 2024
NÃO MARCELO...NÃO !!!
segunda-feira, 13 de novembro de 2023
O ASSASSÍNIO
Infelizmente só alguns se darão conta da hecatombe política
que caíu em cima do País e que, irá transformar a nossa vida de forma
inabalável nos próximos anos.
O acontecimento político da passada semana é mais do que
uma mera passagem pela criatividade inventiva do órgão de investigação criminal
que denominamos de Ministério Público.
Como órgão autónomo e com estatuto próprio o MP tem como
funções, representando o Estado, participar na execução da política criminal
defendida pelos órgãos de soberania e exercer a acção penal, orientada pelo
princípio da legalidade, defendendo a legalidade democrática. Assim reza a CRP
no seu artº219.
A autonomia do MP, condicina-o porém à actuação célere,
cuidada e rigorosa em toda a sua actuação. O que não tem sido o caso, se
atentarmos no seu comportamento nas últimas décadas.
Ao cidadão comum, importa conhecer de forma clara e rápida,
os casos, fundamentos, indiciações e comportamentos de todos os que, vierem a
ser investigados criminalmente pelo órgão autónomo da investigação criminal.
Mas a sua autonomia não lhe permitirá lançar para o lodo o
bom nome de qualquer cidadão.
De facto, o M.P não julga porque não é julgador. Investiga,
indicia e apresenta ao Poder Judicial - Tribunais, as provas, o resultado da
sua investigação, a sua proposta de condicionamento pessoal dos arguidos.
Arguidos que só o são, na hora da sua constituição como tal
e que, lhes permite o acesso às indiciações de crimes e processos que contra si
correm, permitindo-lhes a sua legítima defesa. Quer dizer, a constituição de um
qualquer arguido, não é uma acusação ou uma condenação, antes pelo contrário.
Se algo existe contra si, o cidadão, pode então e após a sua constituição como
arguido, defender-se com os meios que dispõe.
Ora, no nosso Estado de Direito Democrático, tem-se vindo a
pretender que, as extravagâncias do M.P. sempre assistidas pelos
"mercantis comentadores" da comunicação social, condenem na praça
pública qualquer cidadão, remetendo a sua imagem, personalidade e tantas vezes
a sua vida privada e familiar, para um limbo de onde não sairão durante vários
anos.
E a tão propalada "presunção de inocência", rápidamente se transforma aos olhos e ouvidos do público na "presunção/certeza de culpabilidade". Se soa, é porque é! Trágico, mordaz, insano e abjecto comportamento de quem devia zelar pela tranquilidade dos cidadãos, mas não o faz. Ao contrário, usa as excentricidades, o mediatismo, o popularucho noticiário dos media, as filmagens à porta dos Tribunais, à porta dos investigados, à detenção em público, na frente de filhos menores, as entrevistas aos advogados, as estúpidas e palradoras entrevistas com as jovens repórteres em vias de mercantilização que, como é conhecido, sem sensatez procuram crescer na profissão de que não conhecem a deontologia.
Crime, dir-se-á.
É comum, nas tascas, praias, cafés e cabarets da Nação,
ouvir-se amiúde o comentário - "são todos uns ladrões"; "esse já
foi agarrado"; "que País é este (?)"...
E para dar corpo a toda essa maldicência,
surpreendentemente temos manifestações do Senhor Presidente do STJ, assegurando
que isto é um País de corruptos. E o povão exalta escutando. "São todos
uns corruptos..."
Que pensamento poderá ter o povão (?) iletrado e ávido de
notícias culpabilizadoras contra os que acham, tanto mal lhe fazem - sobretudo
a classe política (?!)
Num pequeno exercício mental, perguntar-nos-emos se será
possível termos melhores políticos. Quem, com capacidade, prestígio, honradez e
vontade de servir o País, poderá aceitar integrar a classe política? Quem,
desses, poderá corajosamente aceitar sentar-se na cadeira onde lhe atirarão com
a blasfémia, o insulto a acusação permanente?
Mal vai o País.
No limiar dos 50 anos do 25 de Abril - "Esta é a
madrugada que eu esperava.O dia inicial inteiro e limpo. Onde emergimos da
noite e do silêncio. E livres habitamos a substância do tempo" nas palavras da
saudosa Sophia, andamos a gastar a esperança, a força colectiva e o desígnio
nacional com patacoadas.
Não
podendo omitir a crítica política ao sucedido e que durará por mais uns meses,
haveremos de convir que, 3 linhas de um incongruente comunicado da PGR, quiçá
com objectivos políticos de relevância, mas sobretudo de aniquilamento de um
Homem, um Governo e uma política, transformarão consequentemente, condicionando
o nosso futuro próximo, a estabilidade política e o sucesso das "boas
contas", do respeito internacional e da estabilidade económica e social.
Sim,
excluo como é claro, a instabilidade continuada de alguns grupos sociais e
profissionais, mas esses são igualmente actores, "braços armados" da
oposição política que, sem qualidade, jeito e capacidade, atacam como
"judas" para se alcandorarem às cadeiras para as quais não têm
"trazeiro".
O
assassínio político, pela via do judiciário, a inventona só tem paralelo no
nefando, execrável e perverso processo que prendeu, ofendeu e pretendeu
assasinar Luis Inácio Lula da Silva.
Resta-nos
a certeza de que António Costa, igualmente sobreviverá. E Portugal fará a sua
penitência com o sofrimento de uns milhares de "avé-marias" e
"actos de contrição". O narcisismo continuará ainda por mais uns
meses.
Mas o
assasinato não é pretendido como individual. O objectivo é genocídio.
Só
trastes o cometem e do seu acto a história lhes responderá.
AV/13Nov23
quarta-feira, 6 de setembro de 2023
Mas as “CONTAS” Vossa Eminência…(?!) as “contas”…
(Uma cartinha imaginária que poderia ser enviada ao Presidente da Fundação JMJ)
Vossa Eminência D. Américo Aguiar
Permita-se
esta antecipação do alto cargo cardinalício que Vossa Eminência irá exercer muito
proximamente – tal como noticiado.
Primeiramente
as minhas mais respeitosas saudações.
O tom e adjectivos que utilizo para a si me dirigir nada têm a ver com o meu estado de agnosticismo cáustico ou lamentável estudioso de divagações espinozianas. Difíceis estas, a que não consigo chegar no todo do entendimento por incultura própria. São, portanto, os adjectivos usados em consciência e grande respeito.
Mas
vamos ao que interessa porque o mundo não pára. O mundo pula e avança, como
disse o poeta.
Declarou
V.Emª. no passado dia 7 de Agosto, na qualidade de Presidente da Fundação JMJ, em
muito breve intervenção perante os jornalistas, sobre as “Contas” que - “Vamos dizer tudo
até ao cêntimo”. E tal promessa não pode ninguém ignorar que será
cumprida, vinda de quem vem. Porém, o tempo urge e, a par das Contas da Fundação
importará – o que será mais difícil – saber das correlativas, sobretudo da
Autarquia Lisbonense. Porque dessas, vamos confortávelmente esperar sentados.
Mas enfim, a esperança é a última a morrer.
Ainda
acrescentou em momentos posteriores e que aqui relevo – “Não tenho qualquer
sentimento menos bom em relação a ninguém. As pessoas devem manifestar-se, são
livres na sua expressão, desde que com respeito. Agradeço o escrutínio”. É isso mesmo.
Assim
sendo, como parece ser e V. Emª. assim o declarou, impõe-se saber quando, em
que tempo, de que modo serão conhecidas de todos nós, crentes e não crentes
porque, se os primeiros foram contribuintes fiéis, audazes, já os segundos, nos
quais me incluo, pouco fiéis mas a isso obrigados, coactivamente através da farta
contribuição fiscal a que não podemos furtar-nos.
E
é por isso tudo, com a legítima preocupação do urgente conhecimento público das
mesmas que, lhe dirijo a presente, sempre confiante da lisura, seriedade e
propósito das boas contas das velas, hóstias e outros proventos da Igreja
Católica em Portugal.
De
Fátima, Vossa Eminência perdoar-me-á, se me esquivo comentar.
Que
a paz fique convosco.
(Aos trinta dias, após
as Jornadas Mundiais da Juventude de Lisboa)
terça-feira, 5 de setembro de 2023
O homem é um cínico, um desestabilizador, um vaidoso, fútil, presunçoso e um saudosista do “padrinho” ou “padrinhos”. O homem não tem trambelho. Argumenta sem sentido, provoca e arrogante acha-se dono da razão, do saber, do fazer…
O
homem não presta. É um “coiso”, um “não de tudo”, um conspirador, em constante maquinação,
na urdidura e tramóia permanente, com o objectivo de se auto-promover, e de
elevar os “seus” que mesmo não prestando para nada, contam com o seu assentimento,
mesmo em trágico prejuízo do País. O homem acha ser o mais bonito, o mais
sábio, o mais simpático e credível. Não precisa de votos, ele ganhou todos.
Mesmo os que não ganhou, foram por ignorância, porque somos uns néscios, uns
imbecis.
E
acha que “depois de mim, só o Dilúvio”.
O
homem pretende ser, sorrindo mas arrogante como dono de todo o saber, o grande
inspirador do Povo. O que nos salvará nas agruras da vida. O que nos protege.
O
homem, insinua-se, ridiculamente. Cumprimenta desaforada e estupidamente quem
não conhece, nunca viu mas acha-se o mais popular. A melhor parte do presunto…
O
homem é um ser inconsistente, sem ideias concretas mas que se exibe continuamente
como o especialista de tudo. É ridículo com as vergonhas que faz passar a todos
nós, ao País, à Nação… - pobre mas digna, com história e passado de heróis. O
homem não é exemplo para ninguém.
O
homem nunca explica o que tem obrigação de explicar – as condecorações, porquê
e para quê? Os insultos sub-repticios mas permanentes à nossa inteligência
colectiva.
Faz
de nós parvos. Faz de nós um povinho parolo de néscios e infantis criaturas à
mercê da sua soberana inteligência e actuação.
O
homem, tal qual o seu esterco-antecessor é o pior carácter que alguma vez
apareceu na política portuguesa.
Tem
muito a explicar, a prestar contas mas, como é o “super-sumo da barbatana”, o
altíssimo, o superlativo e o completo – quem duvida que se atreva – nada explica
só porque sim.
E
“isto” é o maior exemplo da nossa desesperança. Da nossa “mala suerte”, porque
somos pequeninos, inúteis e não merecemos melhor.
FRAGATAS E BARCAÇAS - SEGREDO MILITAR NÃO É SEGREDO NOS NEGÓCIOS
O senhor CEMGFA, general João Cartaxo Alves, veio defender o segredo militar nas aquisições de fragatas e de outro equipamento para as Fo...
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O relatório independente sobre a sustentabilidade da Segurança Social, coordenado pelo economista Jorge Bravo, foi finalmente divulgado. Mas...
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O PAÍS PAGA. O GOVERNO ARRECADA. Os combustíveis disparam. O Governo observa. E arrecada. Cada litro mais caro é mais um golpe nas fam...
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A CONSTANÇA URBANO DE SOUSA com muito carinho e agradecimento!!! Alguém com bom senso poderá criticar, nesta hora triste que todo um p...





